27 de outubro de 2009

A tal da Macaca!

O tempo passa, as histórias vão passando por nós e a vontade de transmitir é muita…o tempo é que é esquivo e escapa rápido

Os piropos dos Angolanos quando nos vêem com as nossas filhas vão sendo muito engraçados, no outro dia passou um táxi e gritou – “estavam em promoção?” eheheh

Então no Domingo fomos de novo ao Dombe Grande, que agora tem uma estrada fantástica alcatroada directo, foi também o Biel ( irmão do Nando que tb veio para trabalhar) juntamente com a Mila, namorada dele. Fomos mostrar a vilazinha e o seu mercado. Depois do almoço não satisfeitos com a paz que nos rodeava decidimos ir visitar o António, que é um ex-cunhado que o Biel já não vê faz 30 anos. E onde vive o António, perguntam vocês? Bom então o António vive lá para os lados da Praia da Macaca, que dizem ser muito bonito. Então bora lá.
A partir da Baía Farta a estrada começou a ser substituída por estrada picada em terra misto lama ( o que vale é que isto só se anda de jeep). Depois os buracos tornaram-se tantos que a musica foi substituída por gritos e choros constantes das minhas filhas que gostam pouco destas agitações. Chegados à Praia da Macaca de facto a vista é linda! Mas afinal ele não vive mesmo ali. É numa tal localidade chamada “A Tenda”, e então perguntamos – “Por favor, onde fica a Tenda?” ( pergunta um bocado escusada sendo que ali só há mesmo 1 estrada sempre a direito paralela à costa), e então responderam “ É já ali à frente, vai só por aí”…ok, lá fomos atrás de um policia que ia nessa direcção, e ainda levamos na caixa atrás o ajudante do policia como boleia.
Nestas localidades damos sempre boleia a muitos miúdos, mulheres c bebés nas costas, enfim, aos q vão passando nas suas caminhadas infinitas.
Lá fomos nós, entre choros e vómitos passamos várias localidades e nunca era a tal Tenda. “ mas para onde é que este Senhor foi viver? Fim do mundo???” E a estrada a piorar ( como se tal fosse possível!)
A certa altura a Maria ( Eu) já estava de cabeça perdida com as miúdas e os tombos e tremeliques e choros e vómitos e gritos e puxa daqui e empurra dali……ufa ufa
E paramos para perguntar mais uma vez. E um senhor disse – “está a ver aqueles coqueiros lá ao fundo? É mesmo aí”. Eu estava já sem coragem, mas como “morrer na praia” não tem piada nenhuma, lá decidimos em conjunto arriscar mais um pouco.
Sabem aquela sensação dos pesadelos em que corremos no mesmo sitio? Pronto, é mesmo isso, andamos andamos andamos e os coqueiros não se aproximavam.
Até que paramos e demos meia volta para trás.
Só uma nota – não pensem que no regresso havia autoestrada! Depois foi tudo outra vez!
Depois demos boleia a mais uns miúdos adolescentes, um deles depois lá bateu para pararmos para sair, mas as miúdas foram ficando. Nós imaginamos que elas eram da Baía Farta, mas estávamos já a afastarmo-nos da Baía Farta e elas nada. Então paramos até por causa das miúdas e elas lá saltaram a rir todas contentes e foram a andar para trás o caminho de volta. É que a festa de ter boleia é muita, por isso é de aproveitar o passeio!
No dia seguinte, ontem, a mim e ao Nando doíam os músculos todos daquele rali em câmara lenta….as miúdas….essas estão sempre numa boa……

2 comentários:

Parisiense disse...

Nunca ouvi falar de tal praia.....
Afinal foi um dia e pêras....ahahahahahahah
Ao menos valeu pelas boas recordações que ficam.

Beijokitas

Mariana disse...

Ahahah, coitadinhos.
O chato e realmente terem feito esse caminho todo e depois voltarem para tras...
Raio dos coqueiros =P

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