10 de novembro de 2009

Madrinha! pois com certeza...


O texto que transcrevo em baixo é da Mariana ( minha irmã). Escrito por ela para um trabalho na escola, em que ela fala da Maria Celeste, sendo ela Madrinha dela, e tendo o texto um carinho e amor muito grande, não poderia deixar de partilhar com todos vocês:

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O sexto ano estava a correr bem. Era uma das melhores alunas da turma, e as minhas amizades, bem como a relação familiar estavam num bom caminho.


Tinha acabado a aula de Matemática, e ia para casa, quando o meu telemóvel tocou. Era minha irmã mais velha, Maria. Após os cumprimentos habituais, lá me disse que tinha uma grande novidade para me contar. Comecei imediatamente a magicar o que haveria de ser nos dois segundos de intervalo que ela me deu.


- Parabéns tia. Estou grávida, Mariana. Uau. Eu ia ser tia. Nem conseguia assimilar a ideia, haveria um novo bebe na família…


Os meses passaram e a primeira vez que ouvi o coração e senti o primeiro moimento da pequena menina dentro do entre da minha irmã foram memoráveis. Quando nasceu, uma nova luz dentro de mim foi criada, e até hoje me acompanha com toda a sua imensidão. É difícil descrever a alegria constante que me seguia, e como o meu peito de enchia de amor sempre que olhava para aquele rosto angelical. A tarefa de ser madrinha só veio a acrescentar esses sentimentos e o orgulho que sinto não se compara a qualquer outro.


A ligação criada nunca mais poderia ser quebrada.


Sempre que ouvia a palavra ‘madrinha’, ‘olá’ ou ‘Mariana’, sempre que ela me dava por livre vontade um abraço, um sorriso, uma gargalhada ou um beijinho, e mostrava como gostava de estar ao meu cuidado, o balão dentro de mim crescia mais e mais. No entanto, este balão era diferente: não diminuía nem rebentava. É verdade, sim, que todos os momentos eram como uma felicidade constante, mas a ausência podia ser literalmente desastrosa, e transmitia-se um desespero imenso. Foi quando ela partiu, emigrando, que estes sentimentos se apoderaram de mim. Sentia falta a cada momento, e as lágrimas, a dor, a saudade pareciam não ter fim. Sentia falta de a ter no meu abraço, de ler, brincar ou acarinhá-la. De gastar todo e quanto tempo podia na presença daquela criatura que tinha tão grande influência em mim. Uma influência como nunca antes ninguém tinha conseguido atingir, e que eu tinha a certeza que nunca mais ninguém conseguiria. Pelo menos da mesma forma.


Ela era a minha pequenina, a minha delicada flor, o meu primeiro amor, digamos, maternal.



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Bem haja por tudo Mariana, um dia a Celeste vai receber este teu texto e compreende-lo.

2 comentários:

Parisiense disse...

Bela mensagem de amor.

Eu também tenho uma madrinha que foi sempre para mim um grande amor e ela também nutria esse amor quase de mãe por mim.
Neste momento está que nem me reconhece, mas eu não deixo de a ir visitar e beijar com o mesmo amor.....e sinto tanto a falta dela...

E as tuas meninas estão mesmo muito lindas.

Beijinhos a todos

Mariana disse...

Oh... =) Puseste aqui..
Obrigada 'Parisiense' =)

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